ChegadaEncantado-1188.jpg

Curupira é um ser mítico do folclore brasileiro conhecido por ser o guardião da floresta.

Curupira is a mythical being from Brazilian folklore known as the guardian of the forest.

ChegadaEncantado-1231.jpg
ChegadaEncantado-1263.jpg
ChegadaEncantado-1256.jpg
ChegadaEncantado-1272.jpg
ChegadaEncantado-1274.jpg

Encantado encarnado na raiz da mata de AYA: Felipe Benevides

ChegadaEncantado-1291.jpg
ChegadaEncantado-1316.jpg
ChegadaEncantado-1325.jpg
ChegadaEncantado-1350.jpg

Na mata sua presença não é vista. Ele velar sua realidade. Porem, está a nos testar quando adentramos em seu território. O Curupira é portal de outra dimensão. Ele nos gira, gira e… gira, sussurrando murmúrios incompreensíveis, urros animalescos que afloram das entranhas da caverna onde ainda hoje habita o verbo que nos constituiu seres sapientes.

Em seu reino, entra-se por uma porta, mas, quando lá dentro, já não se sabe por qual sairá, ou mesmo se chegará a sair. Pois, quando esse espirito encantado desorienta-nos, ele espelha o quanto distante nos encontramos da Natureza. O Curupira não um espirito maligno. Ele é um sussurro a nos despir da arrogância com que costumamos entra em seu reino sem ao mesmo pedir licença e reconhecer o quanto somos com ele. Desorientados, buscamos o Norte que nos convida coexistir com os reinos vegetal e animal; orgânico e inorgânico; visível e invisível.

O Curupira provoca incômodos. Ele espelha os tormentos mentais e emocionais que encobrem o caminho. Ele é a expressão do tumulto que nos habita e consequentemente a insegurança de recursar as projeções que outros elaboram sobre o que somos, de onde viemos e para aonde vamos.

 

A experiência foi provocativa e extasiante. Ao abrir a porta para sai… era outra paisagem. Sorrimos! O Curupira nos desorientou, diluindo-nos no presente atemporal onde o espaço ampliando estende seus limites além das direções cardiais. Donde viemos?! Aonde vamos?! O que importa! Somos a Natureza.

Dhan Ribeiro

ChegadaEncantado-1347.jpg
ChegadaEncantado-1353.jpg

Curupira: between incantations and dilutions

The forest holds many mysteries. Enchanted beings wander unseen among the greenery that thrives in this land of abundance. Their presence, only felt with a shiver when that cold chill startles us, makes us aware that the kingdom of nature is populated by beings that evolve at unusual frequencies. In the forest, when we enter, thinking we are alone, the curupiras, caiporas, cobra-grande, sacis and enchanted caboclos come to look at us and give us their grace, or not.   


 

ChegadaEncantado-1404.jpg
ChegadaEncantado-1392.jpg

They are guardians of a magical kingdom. They intuit the intentions of those who enter their territory. They are compassionate because, devoid of ambition, they wait patiently for their human brothers to find the path that will lead them to the hall of Nature to dance in step with the manifested of this enchanted kingdom.

The Curupira is a myth, sung about in our folklore. A fiery spirit in constant movement. A figure! A chill in the belly! Where one hour, is a form without form appearing here and there; another, a body thickened in skin, muscles, bones... writhing in the wrath of the mechanics that force him to incarnate, feel the gravity that roots him in a humid soil, organic, that boils life.

In the forest his presence is not seen. It veils its reality. However, he is testing us when we enter his territory. The Curupira is a portal to another dimension. He spins us around, spins us around and? spins us around, whispering incomprehensible whispers, animal-like howls that emerge from the bowels of the cave where the verb that made us wise beings still lives.

In his kingdom, one enters through a door, but once inside, one no longer knows which way to exit, or even if one will ever get out. For when this enchanted spirit disorients us, he mirrors how far we are from Nature. The Curupira is not an evil spirit. He is a whisper that undresses us from the arrogance with which we usually enter his kingdom without even asking permission and recognising how much we are with him. Disoriented, we seek the North that invites us to lovingly coexist with the kingdoms: vegetable and anima; organic and inorganic; visible and invisible.

Curupira provokes discomfort. He mirrors the mental and emotional torments that cloak the path. He is the expression of the turmoil that inhabits us and consequently the insecurity of recursively dealing with the projections that others elaborate about who we are, where we come from and where we are going.

The experience was provocative and ecstatic. When we opened the door to leave... it was a different landscape. We smiled! The Curupira disoriented us, diluting us in the timeless present where the amplifying space extends its limits beyond the cardial directions. Where did we come from?! Where are we going?! What matters! We are Nature.  

Dhan Ribeiro